A corrida dos dias muitas vezes parece lenta, mas em seu foco ela é precoce e veloz. Quem pode prever a próxima hora exatamente em minúcias de detalhes? Quem consegue enxergar os dias como páginas de um livro a ser escrito, ou perceber que ele pode já esta anunciando o seu final ou resumindo apenas mais um capitulo? É arrogante ao ser humano pressupor certezas de futuro, mesmo que por mais inconseqüente sejam os fatos, há mistérios que fazem parte de interrogações que talvez nunca sejam reveladas...
Após as merecidas férias de verão, aqui estou eu de volta ao labor. Cada vez mais percebo o quanto é bom fazer parte da minha própria vida. O quanto é bom perceber conquistas mínimas diárias que o que esta em mim me faz ter. Não gosto nem acredito em generalizações... Nem comparações com bases desiguais... Afinal, cada dia nasce de maneira diferente para cada pessoa, e isso faz parte daquela interrogação perpétua que falamos ali em cima...
O tempo é senhor de Si, e nele, por mais que todos nós queiramos modificar, inútil é a justificativa... O vento não volta de ré, nem repatria o que já se foi.
Nos momentos de desânimo, ou aquele peso nas costas comum quando temos a sensação de paralisia, elevo a minha condição de Peregrino, deduzo de leve o que ainda terei que andar, mantenho o foco no que já percorri, e acredito que posso mudar o rumo ou talvez o fim.
Nosso senso comum acredita e certifica de nossa ética pessoal, às vezes é inacreditável saber que coisas acontecem de maneira tão diferente para algumas pessoas, e pra gente percorre sempre o caminho mais longo. Daí surge o momento oportuno de questionar a existência, afinal pra onde estamos indo?
Neste momento, tenho refletido muito sobre metas. Ando meio planejador e raras são as vezes que não consigo ser tão previsível em minhas metas pessoais. Não se iludam, elas existem.
Em tempo, quero dizer que comecei a escrever este texto numa madrugada de março, após voltar de uma viagem a Aracaju/SE, e só agora consegui entender o real sentimento que me propunha a descrever. Em síntese, mais um recomeço.
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