Quando você for convidado pra subir no adro da fundação casa de Jorge Amado, sim pra você subir ou andar em qualquer lugar que foi entregue ao nada, na cidade de Salvador é preciso convite ou aprovação... Afinal, há lotes, donos, propriedades que chegam a possuir limiar de guerra, com soldados armados, quase todos pretos que dão porrada na nuca de “malandros” que levantam cedo.
È impossível acreditar no quadro que a Bahia e Salvador se tornaram. A entrega é tanta que fica difícil separar as castas, pois o medo, a sujeira e a falta de educação na Salvador “moderna” já fazem parte de todo e qualquer cenário, com grife ou varanda, paz não há.
Talvez o que mais entristeça aqueles que escolheram Salvador pra viver ou continuar a viver, é perceber todo retrocesso que uma escolha mal feita pode resultar. Quem foi um dia o Pelourinho, quem era você naquela noite? Era sim, baiano ou turista o encanto da vista da varanda do Bar de seu Clarindo era impagável e chegava a dar orgulho de morar na Bahia e respirar o cheiro do dendê.
Hoje o que sobra é o atraso que disseram que existiam há quatrocentos anos. Os quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados de maneira tão cruel, que a pena deve ser mesmo por viver e pertencer a esta cidade. Imagine ter que levar 2 horas pra percorrer a av. Tancredo neves, exatamente pela incompetência explicita de quem deveria organizar o trânsito, e em meio ao engarrafamento e ao transtorno de província sem razão, ser assaltado, e perder quase tudo que se tem ou tudo.
A Band não mostra a miséria prevalecente em Salvador, nem o descaso com seu povo. Afinal, a pobreza não puxa bloco nem atrai holofotes. Triste é vê a Barra que de tão romântica virou boca de fumo, onde o único ponto turístico durante março a janeiro são as toneladas de lixo jogadas a mercê do acaso.
O que falar do Rio vermelho, reduto boêmio e intelectual dos soteropolitanos que honram o IPTU. Hoje, depois de seis anos do prefeito de Feira de Santana e de quase Quatro do Governador Carioca transformou-se num enorme barracão de pedintes e sujeira. Restaurantes sofisticados convivem com a falta de infra-estrutura turística, como se o simples fato de estar em Salvador já bastasse para quem quer a ela conhecer.
E tantos outros planos e efeitos aqui podem ser citados. Mas em mim, como baiano e soteropolitano convicto, restam algumas questões. Afinal, quem pagará o preço por este atraso? Qual partido político irá surgir nas próximas eleições como última opção? Até onde iremos? Será que o nosso futuro é um campo de concentração baiano de Meningite C? Triste é o curso daqueles que seguiram a massa e foram educados pela televisão.
Afinal, Não importa nada, nem o traço do sobrado, nem a lente do Fantástico nem o Disco do Paul Simon, Ninguém, Ninguém é Cidadão!
Ainda há alguma esperança!?
È impossível acreditar no quadro que a Bahia e Salvador se tornaram. A entrega é tanta que fica difícil separar as castas, pois o medo, a sujeira e a falta de educação na Salvador “moderna” já fazem parte de todo e qualquer cenário, com grife ou varanda, paz não há.
Talvez o que mais entristeça aqueles que escolheram Salvador pra viver ou continuar a viver, é perceber todo retrocesso que uma escolha mal feita pode resultar. Quem foi um dia o Pelourinho, quem era você naquela noite? Era sim, baiano ou turista o encanto da vista da varanda do Bar de seu Clarindo era impagável e chegava a dar orgulho de morar na Bahia e respirar o cheiro do dendê.
Hoje o que sobra é o atraso que disseram que existiam há quatrocentos anos. Os quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados de maneira tão cruel, que a pena deve ser mesmo por viver e pertencer a esta cidade. Imagine ter que levar 2 horas pra percorrer a av. Tancredo neves, exatamente pela incompetência explicita de quem deveria organizar o trânsito, e em meio ao engarrafamento e ao transtorno de província sem razão, ser assaltado, e perder quase tudo que se tem ou tudo.
A Band não mostra a miséria prevalecente em Salvador, nem o descaso com seu povo. Afinal, a pobreza não puxa bloco nem atrai holofotes. Triste é vê a Barra que de tão romântica virou boca de fumo, onde o único ponto turístico durante março a janeiro são as toneladas de lixo jogadas a mercê do acaso.
O que falar do Rio vermelho, reduto boêmio e intelectual dos soteropolitanos que honram o IPTU. Hoje, depois de seis anos do prefeito de Feira de Santana e de quase Quatro do Governador Carioca transformou-se num enorme barracão de pedintes e sujeira. Restaurantes sofisticados convivem com a falta de infra-estrutura turística, como se o simples fato de estar em Salvador já bastasse para quem quer a ela conhecer.
E tantos outros planos e efeitos aqui podem ser citados. Mas em mim, como baiano e soteropolitano convicto, restam algumas questões. Afinal, quem pagará o preço por este atraso? Qual partido político irá surgir nas próximas eleições como última opção? Até onde iremos? Será que o nosso futuro é um campo de concentração baiano de Meningite C? Triste é o curso daqueles que seguiram a massa e foram educados pela televisão.
Afinal, Não importa nada, nem o traço do sobrado, nem a lente do Fantástico nem o Disco do Paul Simon, Ninguém, Ninguém é Cidadão!
Ainda há alguma esperança!?
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