terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A Escuridão

O senhor de todos os sons existe dentro de um quarto no escuro. O silencio adéqua o medo e transforma o súbito. Nem todos podem perceber o parecer do tempo de reluz descanso. Somos todos iguais no escuro, não há verbo nem caminhos, existe apenas a lembrança do trajeto.

A Energia que afaga o frio é a mesma que transcende a expectativa da luz. Afinal, porque a escuridão é tão traumática? Será que quando a conta do eterno for apresentada, poderemos padecer em piedade sobre os momentos de completa escuridão que passamos em vida? O Eterno há de lembrar-se de nossos feitos sobre o sol e a terra não há de negar a existência de nossas pegadas, mesmo aquelas que afogadas em desterro demonstrou nossa fraqueza no caminho.

Ei que poderemos deitar sobre a sombra de uma abobeira, e sentir frescor de refrigério e descanso, quando todas as forças forem postas a prova e quando todas as lágrimas e sorrisos forem entregues, sem demora. Assim padeceremos sobre rosas, porque as rosas ao de confortar os espinhos que no caminho trouxemos.

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